As Baladas e as Redes Sociais

 

Cada dia que passa, as redes sociais vêm tomando dimensões cada vez mais consideráveis em nossa vida. Se antes nos prendíamos a nos autopromover, a tirar trezentos auto-retratos e posta-los no orkut, comentando as fotos daquele amigo sem-noção, hoje em dia tudo o que cai nas redes é capaz de mudar os rumos da nossa vida – pelo menos por uma noite.

Pensando na revolução dos meios de comunicação nos últimos dez anos, uma galera anda movimentando o que pega nas noites da semana. Meios como o orkut e o facebook são verdadeiros folders do que vai rolar hoje à noite, exatamente pela fácil propagação de conteúdo, acessível aos internautas. Nestes meios, é possível obter informações úteis que não encontraríamos nos sites das baladas, por exemplo. Hoje, seu nome pode estar na lista de alguma festa graças à uma confirmação ou um “curtir” no facebook, ou ainda, avisando moderadores da comunidade. Bom para o baladeiro e melhor para o promoter que usa o marketing na web de forma inteligente. É nesse cenário que se consagram grandes hostesses e promoters do mundo underground, mas também surgiram novas propostas pra quem quer se acabar nas pistas de dança.

Uma delas é o Orkubaladas, portal em que os membros interagem entre si com o objetivo de conhecer novos lugares, baladas e festas, que são atualizados diariamente no site, e conta com grande interatividade no orkut e no facebook. O portal ainda negocia descontos exclusivos e convites VIP para os membros, principalmente para os que convidam amigos para entrarem na festa. Assim, além de democratizar a vida noturna, as redes sociais fazem o papel de grandes divulgadoras de muitas baladas.

Também há pessoas que se unem pela internet para fazerem sua própria festa, como a Sunset Party, que começou pequeno e chegou a ter uma edição na Virada Cultural. A matinê rola em parques, a entrada e os drinks são grátis. No mesmo espírito, há aqueles que organizam os flashmobs (mobilizações temáticas e momentâneas, pelas ruas da cidade).                  

Para quem não é chegado em agitação e prefere curtir um bom restaurante, fique de olho nas promoções que rolam por aí. O twitter do restaurante Paris 6 (@paris_6) sorteia ingressos de shows e peças de teatro para seus seguidores, e costuma anunciar promoções nas redes, como descontos e brindes para clientes-seguidores.

Outra boa opção para a galera boa de garfo são as compras coletivas, como as do site GroupOn. Estas redes de compra estão crescendo cada vez mais, e garantindo um bom jantar ou um happy hour mais alegre para muitos bolsos.

Seja qual for sua praia, as redes sociais têm marcado presença na lista das melhores baladas, fornecendo mais informações para quem procura uma noite daquelas.

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Borderline – Por um Fio

 

Pouco discutido nos meios de comunicação e pouco comentado pelas autoridades da saúde pública no país, o Transtorno de Personalidade Limítrofe ou Transtorno da Personalidade Borderline é um dos mais complexos distúrbios de personalidade que existem, com grandes dificuldades na precisão do diagnóstico e do tratamento.

 

O termo “borderline” (em inglês, limítrofe – aquele que vive no limite) é usado para classificar este transtorno em que se encaixam as pessoas que apresentam sintomas psiquiátricos como sensação de tédio e vazio freqüentes, descontrole emocional, problemas com a própria identidade, comportamento agressivo, impulsividade, comportamento autodestrutivo e tentativa de suicídio.

   O borderliner, indivíduo que sofre do transtorno, além de apresentar esses sintomas, tende ainda a sofrer várias alterações emocionais, costuma possuir raciocínio extremista, manter relações conflituosas com o meio em que vive, e pode apresentar sensações de irrealidade – para alguns psiquiatras, o borderliner vive numa condição que transita entre a psicose a neurose.

   Como se não fosse o bastante, o Transtorno de Personalidade Limítrofe possui uma difícil chance de ser diagnosticado e geralmente persiste por toda a vida do indivíduo, embora se amenize com o envelhecimento. Este diagnóstico é complicado, pois a maioria das borderliners desenvolve o distúrbio na adolescência, época em que a família confunde os comportamentos da patologia com o espírito de rebeldia, subjetividade e dúvida, comuns na juventude; por outro lado, os especialistas podem cometer sérios equívocos no diagnóstico, confundindo o TPB com melancolia, transtorno bipolar, psicopatia e depressão. Há algum tempo atrás, principalmente na era da supremacia da Igreja, o borderline chegou a ser confundido com possessão demoníaca ou perturbação espiritual.                       

Quando a vida está por um fio.

 Embora este distúrbio se desenvolva na adolescência e chegue ao ápice na juventude (até os 25anos), o borderline costuma ser resultado de alguma experiência negativa na infância (abusos, separação dos pais e até mesmo bullying), de alguma predisposição genética, de problemas neurológicos ou ainda da depressão.

  Como o diagnóstico é realmente complicado, é importante observar se você sofre alguns destes incômodos com alguma frequência no dia-a-dia ou se você conhece alguém que possa estar desenvolvendo o borderline, é indispensável procurar pela PSICOTERAPIA ou pela PSIQUIATRIA, uma vez que o transtorno afeta todos os níveis da vida psicossocial do indivíduo, e não são raras as vezes em que o borderliner se envolve com drogas pesadas, tabagismo e alcoolismo, ou em que ele toma para si como única solução viável o suicídio.

 

SAIBA +

É moda, véi. – Looks Alternativos

 

Looks pra quem quer ficar dentro das tendências do que rola no underground do mundo inteiro em 2011.

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RESUMÃO DO MÊS – O QUE PEGOU EM ABRIL

Pessoal, a partir de hoje, 06/05, o Paradoxo/Ortodoxo vai falar sobre as tendências pop de cada mês. O que foi quente nos últimos 30dias, com assuntos que vão de moda à futebol. No maior espírito “antes tarde do que nunca”, separamos o que rolou de mais hot  em abril na cidade de SP:

EVENTO + POP: Virada Cultural. De The Misfits à Genival Lacerda, teve pra todo mundo.

POLÍTICO + POLÊMICO: Como sempre, vários. As palhaçadas do Tiririca, Bolsonaro e suas declarações, Kassab proibindo o álcool e a sujeira (?) na Virada Cultural.

SHOW DE ROCK:  O show de Ozzy Osbourne, na Arena Anhembi (02/04), não teve morcego. Mas foi o grande destaque do mês. O metal veio em peso pra cá em abril, com shows do Avenged Sevenfold (03/04) e do Motörhead (16/04).

OLHO NO LANCE: Adriano no Corinthians, que, por sinal, já está afastado. O moleque Lucas brilhando muito no SPFC e o namoro de Dentinho com Danielle Souza (Mulher Samambaia).

ATRIZ + POP: Deborah Secco em seu momento “Natalie Portman do Brasil”.

TV: Na Globo, termina “Araguaia” e começa “Cordel Encantado”, no horário das 6.

É NOTÍCIA: Angra acusa Parangolé de plágio. A notícia fala por si só.

É FOFOCA: Os 70anos de Roberto Carlos e o bater das botas da filha do Rei, Ana Paula;

VIROU COISA DE MACHO: Depilar-se e vestir muitos tons cor de rosa.

É MUITO GAY: Comentar os preparativos do Casamento Real e dizer que ficar puto é o mesmo que “fazer a líbia”

FILMES DO MÊS:  “Rio”, de Carlos Saldanha, e “Bróder”, de Jeferson De – no qual Caio Blat vive um novo Macunaíma.

HITS DO MÊS: Lady Gaga, com “Born this Way”, e Mulher Melão (?), com “Você Quer?”. Viva o mercado fonográfico.

OS + TRASHES: São tantas opções, ops, emoções… Mas o domingo sempre se supera, né! As eliminatórias do Concurso de Imitadores do programa de TV  “Tudo é Possível”, apresentado por Ana Hickmann. É demais.

ONDE COMER? Ponto para o Paris 6, que incentivou o pessoal a ir no teatro e depois trocar o ingresso por uma garrafa de vinho no bistro. Mas os ‘hottests’ da gastronomia de SP foram o ‘Seu Miagui’ (coz. oriental, Vila Olímpia), ‘Hakken’ (coz. oriental, Tatuapé), e o ‘LAS CHICAS’ (café e bistro, Pinheiros), da consagrada chef Carla Pernambuco.

O QUE BEBER? A Absolut investiu pesado na nova campanha da Absolut Cosmo – vodca desenvolvida para fazer os melhores cocktails. Outro drink que ganhou destaque nas revistas e nas melhores baladas foi o Pepe’s Flame, o goró flamejante que leva vodca, jerez e laranja na receita, além do FUEGO.

LOOK MASCULINO: Para aqueles que fazem questão de estar na moda casual, se deu bem o cara que usou camisas de tons cor de rosa ou pastéis, cardigã de tom neutro, calça sarja cáqui com a barra dobrada e sapatos em que as meias não aparecem. Para os que se ligam num visual mais alternativo, continua valendo uma calça skinny surrada, um tênis velho ou sapato preto bem engraxado, T-SHIRT em gola V e jaqueta de couro. 

LOOK FEMININO: As mulheres que usaram casaquetos e vestidos longos, estampados em florais ou militar, óculos vintage e sapatos oxford foram bem fashion no mês de abril. Aquelas que preferem um visual descolado, fizeram bonito vestindo uma blusa decotada lisa por baixo de uma camisa jeans,  calça skinny black surrada, sapatos oxford e uma bolsa com rebites.

 

 

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Verde outra Vez!

Diante do apelo de ecologistas e ativistas, nós podemos chegar à conclusão que a coisa anda mesmo feia quando o assunto é meio ambiente. Se até o final da década passada fomos apresentados a ícones ímpares como Al Gore (ativista sobrinho ovelha-negra do Tio Sam), Marina Silva (acreana, evangélica e alérgica a maquiagens), James Cameron (o homem que não afundou com o Titanic e pintou todo mundo de azul), entre tantos mais líderes e movimentos ambientalistas, parece que agora cada um de nós, meros mortais, tem que fazer sua parte.

Não precisa sair por aí com um cartaz do Greenpeace, largar o carro e só andar de skate, pedalar pelado, ou doar uma grana preta para as ONGs que apóiam o desenvolvimento sustentável.

O grande segredo para colaborar com o planeta é estabelecer um conjunto de hábitos e metas que possam ser incorporados e alcançados no dia-a-dia: desde escovar os dentes com a torneira fechada até plantar uma muda de árvore a cada mês num canto diferente da cidade.

Mas por que é tão difícil se engajar definitivamente numa causa ambiental?

Talvez esta dificuldade se deva ao processo de alienação, que atinge boa parte das gerações capitalistas. Assim, ao invés de aproveitarmos nosso ócio criativo para, por exemplo, plantar ao menos um pé de feijão (terra+feijão+água/algodão+feijão+água), nós nos realizamos estourando o limite do cartão de crédito com matéria supérflua e viramos as costas para o mundo que nos cerca. Para sermos mais conscientes e menos consumistas, é preciso entender que o capitalismo é a solução dos problemas ambientais, e, por mais que isto pareça um tremendo paradoxo, o dinheiro é que financia o modo de vida sustentável – e não há como escapar destas rédeas. – basta rolar o equilíbrio e a interação entre os recursos financeiros e os recursos naturais, e ainda lucrar com o desenvolvimento seguro da sociedade com a Mãe Natureza – o tão discutido desenvolvimento sustentável.               

É claro que a alienação tem suas raízes no capitalismo predatório e no descaso das autoridades que pouco se importam se os nossos bosques tem mais vida. O Brasil, por exemplo, que é um país de enorme diversidade ecológica, não conta com investimentos significativos e pesados na educação ambiental de seus habitantes – não há interesse por parte do governo. Porém, por outro lado, os grandes meios de comunicação promovem timidamente a consciência ambiental. O capitalismo predatório, além de bancar a deterioração do ambiente – desmatamento, tráfico de animais, queimadas, poluição dos recursos hídricos, etc – ainda participa indiretamente disseminando a moda do “ecochique” – e novamente manipulou a massa, fazendo-a acreditar que a vida ecologicamente correta é privilégio de universitários mauricinhos, dos “fotossintéticos” e dos intelectuais de um modo geral. Mas o mundo é de todo mundo, e qualquer um pode mudá-lo. A partir de agora, recicle esta ideia.

 

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Walter Benjamin na Era das Redes Sociais

 

Redes sociais, outra vez. Para alguns, as ferramentas de compartilhamento são meios para publicar seus materiais e difundir novas ideias interessantes e revolucionárias. Para outros, este novo tipo de mídia não passa de uma vitrine para a autopromoção e a futilidade.

Benjamin foi um teórico alemão da escola crítica da década de 1930, que explicava as relações da cultura “original” (a obra de arte legítima) e daquela reporduzida pela indústria, no caos da segunda guerra e no auge do terror hitleriano, sem apresentar um ponto de vista preconceituoso ou tendencioso para nenhum tipo de produção cultural.

    Hoje, podemos associar as idéias de Walter Benjamin ao boom das redes sociais, em que quase tudo é de todo mundo, desde materiais artísticos e portfólios à filmes pornográficos e fotos comprometedoras. Do luxo ao lixo, TUDO é reproduzido: a gente só garante a originalidade de um material que não caiu na rede.

     Benjamin sabiamente diria que vivemos a tal Era da Reprodutividade Tecnológica, já que todo mundo pode reproduzir, recriar, compartilhar, dar um reblog, curtir e dar um RT em tudo que rola pela Internet – e às vezes estamos reproduzindo informações anteriormente reproduzidas. No fundo, não podemos criticar e depreciar a geração que se expressa através da Reprodutividade Tecnológica, uma vez que os downloads, o youtube a as outras ferramentas de compartilhamento são elementos democratizadores da mídia na web, e também deve-se levar em consideração que a popularização das redes sociais interativas nos trouxe grandes benefícios, como por exemplo, o mercado em expansão da Social Media.

   Um dos problemas mais evidentes das redes sociais é que elas se mostram como vitrines de autopromoção, em que todo mundo quer ter tudo a qualquer custo – deixando de lado a própria essência para assumir um rótulo de “ser rede-socializado”. Assim, todo mundo quer ter um celular com wi-fi para tuitar qualquer coisa em qualquer canto, para parecer popular, rico e famoso, ostentando uma imagem quase sempre falsa e distorcida da própria realidade – aí surgem os baladeiros que tuitam na pista de dança às duas da manhã, os pseudo-intelectuais do facebook e os gatões e gostosas do orkut. Passa-se a reproduzir nas redes sociais os costumes e as linguagens dos famosos e das celebridades instantâneas – é por isso que a gente vê meninas e meninos “causando na net” que nem a Lady Gaga e os grandes jogadores de futebol.

    É, tio Benjamin, agora o homem não se contenta mais em ser um ser social. Ele tem que ser “rede-socializado”. E tá valendo reproduzir cada coisa…

 

DÊ RISADA

http://www.perolasdoorkut.com.br/

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Alimentação Saudável?

 

Você é aquilo que come. Já diziam as más línguas, especialistas em condenar o regime alheio. Comum entre mulheres e homens, a ditadura da alimentação está aí para alertar-nos das prováveis conseqüências desagradáveis do exagero – como a obesidade e as doenças cardiovasculares, mas também faz papel de carrasco ao disseminar informações muito contraditórias e sem fundamentos.

   Assim: Comida que nos faz bem é comida boa. Pode ser o suco de luz, a salada de tomates, mas quem sabe possa ser o bolo de aniversário e a coxinha do boteco. Longe de encanações com o corpo perfeito, nós devemos levar em consideração que o momento vale mais a pena que a neura, e que no fundo não somos aquilo que comemos.

   Por exemplo, por muito tempo acreditou-se que o consumo diário do chocolate trazia problemas para o coração, para a pele, e que ainda estimulava a obesidade. Nos últimos anos, o chocolate transformou-se numa guloseima politicamente correta.

   Na contramão, há um sério problema a considerarmos quando o assunto é alimentação, e este ultrapassa o lugar-comum das calorias: nos últimos tempos, temos ingerido quantidades enormes de fertilizantes e agrotóxicos nas verduras e frutas que consumimos, e quase ninguém sabe que assim o número de nutrientes armazenados decai exponencialmente. Junto deste problema, também sabemos que o uso abusivo de fertilizantes ocorre para torná-lo mais “bonito”, com uma aparência mais convidativa e “saudável”. Portanto, nem tudo o que parece, é.

   Por fim, pense duas vezes antes de julgar apenas a vocação engordativa do alimento para não cair nas garras da ditadura da alimentação, e o mais importante, coma sem culpa alguma.

    Você não é aquilo que come. Mas tenha cuidado para não estar frito.